Alergia a anestesia: é possível ter?

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Alergia a Anestesia

Alergia a anestesia: é possível ter?

A alergia a anestesia é um medo frequentemente relatado pelos pacientes. Primeiro de tudo vamos esclarecer que não existe “alergia a anestesia”, o que existe é a possibilidade de o paciente apresentar uma reação alérgica a um dos medicamentos administrados durante a anestesia. Estes medicamentos podem ser de uso quase que exclusivo dos anestesistas, ou podem ser medicamentos utilizados em várias áreas da medicina, como antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios.  Apesar de relativamente rara, assusta muita gente que vai passar por uma cirurgia. Se esse é o seu caso, acompanhe este post. Vamos esclarecer as principais dúvidas a esse respeito.

A comunidade científica observa que 75% dos pacientes ficam com altos níveis de ansiedade ao saber que vão se submeter a uma cirurgia. Entre as razões que aumentam a expectativa, a anestesia é a principal causa de estresse.

Esse sentimento pode interferir de forma negativa no procedimento. O cirurgião e o anestesista podem precisar tomar medidas para evitar complicações.

Para reduzir ou diminuir o estresse antes da operação, é importante ter informações seguras. Assim, você ganha tranquilidade ao saber como se prevenir de complicações, aumentar as chances de sucesso e ter uma boa recuperação.

Alergia a anestesia – medicamentos administrados

Os medicamentos administrados durante a anestesia são uma dentre as causas do choque anafilático ou anafilaxia. É um tipo de reação alérgica grave, que tem início rápido. As possíveis respostas do corpo são:

  • Queda da pressão arterial
  • Baixa oxigenação do sangue,
  • Dificuldade para respirar
  • Aumento da frequência cardíaca.

Em situações extremas, pode levar a morte. Por isso é tão importante a avaliação prévia do paciente, para identificar possíveis riscos de alergias.

O que causa o choque anafilático?

Qualquer alergia é uma reação exagerada do organismo a uma determinada substância.

Pode acontecer de repente a alguém que tenha predisposição. Se essa pessoa se expõe a uma substância estranha e fica sensibilizada, num próximo contato, a reação pode ser desde as mais leves – como erupções na pele – até as mais severas – como problemas cardiovasculares.

Durante uma cirurgia, o paciente é exposto a uma série de substâncias estranhas. Além da anestesia, são injetados analgésicos, antibióticos e outros medicamentos para evitar náuseas, vômitos e dores de cabeça, por exemplo.

Muitas vezes é difícil saber exatamente qual foi a substância que causou a alergia.

A incidência do choque anafilático varia, mas pode ser estimada de 1 entre 13 mil anestesias.

Quem tem alergia a anestesia

Existem pessoas que têm maior risco para apresentar alergia a substâncias utilizadas durante a cirurgia. São indivíduos com uma ou mais das seguintes condições:

  • Profissionais da área da saúde;
  • Pessoas que passaram por cirurgias prévias;
  • Pacientes com rinite ou asma;
  • Histórico de alergia a medicamentos ou outras substâncias;
  • Hereditariedade, ou seja, familiares com alergia a anestésicos.

Não existem testes que possam ser feitos para identificar a predisposição ao choque anafilático. A consulta prévia com o anestesiologista é fundamental para investigar as características individuais de cada paciente e avaliar o grau de risco de alergia.

Você deve relatar ao médico se está nesses grupos com maior possibilidade de apresentar alergia ao anestésico ou alguma substância relacionada. Assim, ele poderá propor alternativas para tornar o procedimento mais seguro.

O que fazer quando se tem alergias

Aqui a resposta pode seguir dois caminhos distintos: se a pessoa está passando por uma cirurgia e teve o choque anafilático ou se tem histórico de alergia no peri-operatório e está prestes a passar por nova operação.

Alergia a anestesia durante a cirurgia

O tratamento para choque anafilático é uma emergência médica. Exige que a equipe de saúde reconheça rapidamente o quadro clínico para tomar as medidas necessárias. O foco é manter a pressão sanguínea, a oxigenação e a permeabilidade das vias respiratórias.

Os médicos vão checar os sinais vitais (vias aéreas, respiração e circulação). Pode ser necessário administrar adrenalina, que é considerado um medicamento de primeira linha para tratar a anafilaxia.

As demais substâncias que serão usadas variam conforme a avaliação da equipe médica, mas sempre no sentido de garantir a vida.

Alergia a anestesia identificada antes da cirurgia

Uma vez que a pessoa já teve um caso de alergia a anestesia ou outra substância, ou tem histórico familiar identificado na entrevista prévia com o anestesiologista, existem medidas possíveis de prevenção.

A principal forma de evitar um choque anafilático é bloquear o contato com substâncias que reconhecidamente possam desencadear a reação alérgica.

Como falamos anteriormente, não é só a anestesia que desencadeia o choque anafilático. Então, deve-se evitar medicamentos, alimentos, produtos químicos e até a exposição a insetos que possam dar alergia.

Um ponto importante de destaque e que não deve ser esquecido de comunicar ao médico anestesiologista na consulta pré anestésica são alergias a frutas, como kiwi, banana, figo, abacate que podem ter o que chamamos de “reação cruzada” com substâncias como látex. Assim como alergias a camarão ou ovo.

A orientação que fica é, qualquer alergia que tenha é importante ser relatada.

Convivendo com a alergia

Caso você esteja no grupo das pessoas com alergia grave, pode solicitar ao médico as seguintes medidas de prevenção:

  • Ter um kit de tratamento de choque, aprender a usá-lo e carregá-lo consigo;
  • Saber como usar uma injeção em caso de emergência até que receba o atendimento médico;
  • Usar algum tipo de identificação (pulseira, cartão ou etiqueta) que informe sobre sua alergia.

Alergia ou reação adversa?

Para finalizar existe um conceito muito importante que deve ser esclarecido. Os medicamentos de maneira geral apresentam vários efeitos adversos, sendo que eles podem causar, aumento da frequência cardíaca, náuseas, entre outros. O que tem que ser notado é que isso não necessariamente é uma alergia, por isso sempre que houver uma reação de qualquer maneira a algum medicamento administrado é importante o paciente ou seu responsável saberem os sintomas que ocorreram para que essa diferenciação seja feita pelo médico.

Uma das coisas que os pacientes comumente relatam, por exemplo, é coceira na pele após uma raquianestesia. Isso na realidade, na maioria das vezes não configura alergia, e sim uma reação adversa, e infelizmente muito comum da morfina. Mas converse com o seu anestesista para esclarecer essa reação adversa.

Outro exemplo nessa mesma linha, é sentir o coração acelerar ou ficar tonto ao receber alguma medicação na veia.

Esperamos que tenham gostado das informações! Em caso de dúvidas, entre em contato com a gente.