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Cefaleia pós-raquianestesia: entenda o que é e porque pode acontecer

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A cefaleia, popularmente conhecida como dor de cabeça, pode ser causada por diversos motivos, como estresse, má alimentação, quando o corpo é colocado em posições extremas, como muito frio ou muito calor. Ou ainda, em outras situações, como após o paciente receber uma anestesia, como é o caso da cefaleia pós-raquianestesia.

O paciente começa a sentir a cefaleia pós-raquianestesia algumas horas ou dias depois de ter recebido a anestesia e desaparece espontaneamente. A dor é mais intensa quando o paciente está sentado ou em pé e melhora depois que a pessoa deita. A seguir, você vai entender melhor sobre a cefaleia pós-raquianestesia. Confira!

Entenda o que é cefaleia pós-raquianestesia 

A cefaleia pós-raquianestesia ou pós-raqui é um dos tipos da cefaleia de baixa pressão, que é uma dor de cabeça que surge após uma anestesia raquidiana ou punção lombar. Outros nomes que podem ser dados para esse tipo de dor de cabeça são cefaleia pós-punção dural ou cefaleia pós-punção lombar.

A anestesia peridural e a raquianestesia são, geralmente, aplicadas em partos normais ou cesarianas. Por isso, a dor de cabeça também é chamada de cefaleia pós-parto.

A cefaleia pós-raqui é causada pelos procedimentos de punção lombar, porque quando a agulha é introduzida, cria um pequeno furo, ou seja, uma passagem, para o líquido cefalorraquidiano vazar para fora do canal medular. Isso reduz a pressão do líquido ao redor do cérebro e da medula espinhal. 

Dependendo da quantidade de líquido que é vazado, o paciente tem uma hipotensão liquórica, que causa alguns sintomas, como a dor de cabeça, tontura, náuseas e fraqueza.

Como identificar uma cefaleia pós-raquianestesia?

A dor de cabeça é o principal sintoma da cefaleia pós-raqui. No entanto, esse sintoma pode surgir até 5 dias depois da aplicação da anestesia. Porém, costuma aparecer entre 24 e 48 horas após a anestesia. 

Outra característica dessa dor de cabeça é a região que atinge. A cefaleia pós-raquianestesia apresenta uma dor na região da frente e de trás da cabeça, mas pode se estender até a região da cervical e dos ombros. 

Além disso, a dor pode piorar se o paciente passar um tempo sentado ou em pé e melhorar depois que ele deita. A cefaleia pós-raqui também pode vir acompanhada de outros sintomas, como:

  • náuseas;
  • rigidez da nuca
  • sensibilidade à luz;
  • zumbidos ou diminuição da capacidade auditiva.

Fatores de risco

A cefaleia pós-raquianestesia costuma acometer mais alguns grupos de pessoas do que outros. Veja quais são os fatores de risco mais comuns:

  • pessoas que apresentam pressão liquórica mais baixa do que o habitual;
  • mulheres em trabalho de parto, pois esse evento causa um aumento da pressão do líquido cefalorraquidiano, que facilita o seu extravasamento depois da anestesia;
  • pessoas que já têm histórico de apresentar outros tipos de cefaleias (primárias ou secundárias);
  • são mais comuns em pessoas de 18 a 50 anos;
  • costumam acometer pessoas mais magras, com IMC menor 25 kg/m²;
  • acomete mais pacientes desidratados, durante a anestesia ou no pós-operatório.

Como tratar a cefaleia pós-raqui?

A cefaleia pós-raqui tende a surgir algumas horas ou dias após o paciente receber a anestesia. Em muitos casos, a dor desaparece sozinha, em até duas semanas, sem que o paciente precise fazer nada.

Algumas ações, no entanto, podem ajudar o paciente a se livrar da dor, como beber bastante líquido e ingerir medicamentos indicados pelo médico. Se ainda assim a dor não diminuir, o paciente pode passar por um tamponamento sanguíneo peridural (blood patch). 

O procedimento consiste na coleta de 15 ml do próprio sangue para ser injetado no local que sofreu a primeira punção. Estudos mostram que a técnica pode aumentar temporariamente a pressão licórica e combater a cefaleia.

É possível evitar que o paciente seja acometido pela cefaleia pós-raqui?

Ainda não existem meios de evitar que o paciente sinta uma cefaleia pós-raquianestesia. No entanto, o design das agulhas têm evoluído cada vez mais para causar um impacto menor ao paciente. 

Além disso, os anestesistas estão mais atentos e cuidadosos  com relação a cefaleia pós-raqui, para tentar evitar que a dor aconteça . Ainda assim, cerca de 0,4% da população geral ou até 8% dos pacientes obstétricos acabam desenvolvendo esse tipo de dor de cabeça.

Os especialistas do SAJ são treinados para oferecer o melhor atendimento aos pacientes garantindo que terão uma experiência tranquila. Por isso, nossos pacientes se sentem seguros em serem atendidos por nossa equipe.