Qual a diferença da anestesia raquidiana e a geral?

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Qual a diferença da anestesia raquidiana e a geral?

Qual a diferença da anestesia raquidiana e a geral?

A anestesia raquidiana e a geral são diferentes na forma como são aplicadas e nos efeitos provocados no corpo do paciente. Cada uma é usada para fins específicos, mas ambas são técnicas bastante seguras para a realização de cirurgias.

A decisão sobre qual tipo de anestesia será aplicada é liderada pelo anestesista. É o profissional que tem profundo conhecimento das técnicas mais recentes indicadas para cada ocasião. Esse especialista atua em conjunto com o cirurgião e sua equipe médica.

Cabe ao anestesista não só aplicar a medicação para a anestesia. Esse profissional é responsável também por controlar o estado geral do paciente durante todo o tempo antes, durante e após a cirurgia. Portanto, durante a consulta com o especialista em anestesia, ofereça todas as informações necessárias para que ele possa tomar a decisão sobre qual a melhor técnica e a dosagem do medicamento para o seu caso.

Agora que você entende a importância do anestesista na decisão sobre o uso da anestesia raquidiana ou a geral, conheça cada uma dessas técnicas utilizadas para bloquear a sensação de dor em procedimentos médicos.

Como funciona a anestesia raquidiana

A anestesia raquidiana é um tipo de anestesia regional que torna insensível à dor apenas uma parte do corpo, fazendo com que o paciente mantenha a consciência durante o procedimento cirúrgico. Pode ou não ser associada a uma sedação, na qual o paciente fica sonolento, dormindo e, geralmente, não se lembra de nada.

A raquidiana – também chamada de raquianestesia ou, simplesmente, raqui – é bastante utilizada no parto (tanto na cesária quanto no parto vaginal) e em cirurgias nas pernas e nos pés. Por promover o bloqueio de troncos nervosos específicos, é indicada para cirurgias na região abdominal e nos membros inferiores.

Funciona da seguinte forma: o anestésico é aplicado por meio de uma injeção na coluna vertebral. A agulha atinge o espaço subaracnóideo, que promove o bloqueio dos nervos nas raízes anteriores e posteriores. Esse espaço fica entre as terminações nervosas da medula espinhal e a membrana que as protege.

A substância anestésica atinge o líquor – um fluido que envolve e protege a medula espinhal e o cérebro. Por meio dele, o medicamento é disseminado para o tronco de nervos que controlam as partes do corpo que devem ser insensibilizadas. Assim, o paciente perde a sensibilidade e os movimentos, mas não a consciência.

Vantagens e desvantagens da anestesia raquidiana

Para a anestesia raquidiana, basta uma pequena dose do medicamento para obter o bloqueio das terminações nervosas. Essa é uma grande vantagem, pois diminui consideravelmente o risco de intoxicação.

A dosagem precisa do anestésico é muito importante. A indicação da dose correta é feita pelo anestesista com base na avaliação criteriosa do paciente, seu histórico de alergias, uso de outros medicamentos que possam interagir com o anestésico e sua condição clínica.

Um dos efeitos indesejados da raqui é a dor de cabeça que muitos pacientes relatam após o procedimento. Isso ocorre devido à perfuração da dura-máter que envolve a medula espinhal, provocando o escape do líquor no espaço subaracnóideo. No entanto, o uso de agulhas mais finas tem reduzido de forma considerável a ocorrência desse desconforto.

Como funciona a anestesia geral

Basicamente, existem três tipos de anestesia geral: inalatória, endovenosa e balanceada. De maneira geral, são utilizados pelo menos três medicamentos diferentes. O primeiro tem o papel de fazer o paciente adormecer. O segundo serve para manter o corpo imóvel e relaxado. O terceiro é responsável pela analgesia, ou seja, bloqueia a sensação de dor.

A anestesia geral é indicada para cirurgias em qualquer parte do corpo. Veja como funciona cada tipo de anestesia geral:

Anestesia geral inalatória: a substância anestésica é vaporizada para que o paciente possa aspirar o medicamento. Por meio desse processo, o anestésico é carregado pelo ar até os pulmões e, consequentemente, é disseminado para todo o corpo por meio da corrente sanguínea. Ao chegar no cérebro, faz com que os sinais nervosos sejam bloqueados, interrompendo a consciência e alterando a percepção de dor.

Anestesia geral endovenosa: é aplicada por meio de uma injeção na veia, como o nome sugere. Ao ser introduzida diretamente na corrente sanguínea, a substância rapidamente circula pelo corpo, por meio do sangue, e ao atingir o cérebro, promove o mesmo bloqueio das sensações dolorosas e da consciência.

Anestesia geral balanceada: é uma combinação das duas técnicas, que reduz a dose de cada uma, combinando seus efeitos e, assim, reduzindo os efeitos colaterais. Em geral, o paciente adormece e tem sua dor bloqueada por meio da medicação venosa. O estado de inconsciência é mantido por meio do anestésico inalatório.

Vantagens e desvantagens da anestesia geral

A grande vantagem da anestesia geral é que ela permite a realização de cirurgias mais complexas ou de grande porte. Quando são afetadas diversas partes do corpo, essa é a mais indicada. O paciente fica totalmente desacordado, imóvel e pode precisar de intubação, com respirador artificial.

Alguns efeitos colaterais relatados após a anestesia geral se referem a náuseas e vômitos depois da cirurgia. Mas isso pode ser prevenido por meio de uma avaliação prévia com o anestesista.

Muitas pessoas tem receio da anestesia geral, porém, ela é bastante segura, com baixos índices de complicações. Geralmente, o que causa os efeitos adversos não é a anestesia geral, propriamente dita, mas condições prévias do paciente ou intercorrências durante a cirurgia, como hemorragias ou lesões. Mais uma vez, reafirmamos que a consulta prévia com o anestesista é essencial para a prevenção de consequências não desejadas.

Gostou das informações? Esperamos ter tirado as suas dúvidas. Para uma avaliação completa com o anestesista, entre em contato e agende uma consulta.