Analgesia de parto: como funciona

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Analgesia de parto: quais os tipos e como funcionam

Analgesia de parto: como funciona

Uma das principais preocupações das gestantes sobre o nascimento do seu futuro bebê está relacionada à dor que se sente ao dar à luz. Isso é natural, especialmente para mamães de primeira viagem que não sabem o que a espera. Pois existem técnicas que permitem o alívio da dor nesse momento, com bastante segurança. É a analgesia de parto, que vamos apresentar neste post.

A analgesia de parto nada mais é do que uma anestesia, que utiliza as mesmas técnicas que são aplicadas em qualquer cirurgia. A diferença é que são administradas doses apropriadas para que se obtenha o alívio da dor, sem a perda da movimentação. Da mesma forma que qualquer anestesia, durante a analgesia de parto, a gestante é acompanhada e monitorada por um médico anestesista.

Essa medida de alívio da dor é utilizada para o parto vaginal. Ao contrário da anestesia, a analgesia de parto bloqueia a sensibilidade, mas sem impedir os movimentos da mulher que está prestes a ter o bebê. Entenda como essa técnica funciona e fique tranquila para a chegada do seu filho.

A Organização Mundial de Saúde recomenda a humanização da assistência ao parto e prega o incentivo ao parto natural – bem como o aleitamento materno, o alojamento conjunto com o bebê e a presença de acompanhante na maternidade.

Durante o trabalho de parto, existem opções farmacológicas e não farmacológicas para o alívio da dor. Opções como massagens e banho terapêutico podem ser bastante eficazes, e você será informada sobre as alternativas pela equipe de enfermagem obstétrica, que também tem um papel muito importante no conforto para parturiente. O anestesista tem papel fundamental nas técnicas farmacológicas, na qual se inclui a analgesia de parto.

Nesse sentido de promover melhor bem-estar na hora do nascimento, a redução da dor se tornou um objetivo importante para profissionais da saúde que atendem a gestante. O anestesiologista tem papel fundamental nisso, pois tem à sua disposição diversas técnicas para proporcionar o alívio do desconforto para a parturiente.

O que é analgesia de parto

A analgesia de parto é um meio de eliminação da dor por meio de medicamentos de forma que não limitam os movimentos da mulher. Existem registros do uso de métodos para redução da dor no trabalho de parto que remontam à Antiguidade e à Idade Média, seja na China, na Pérsia e na Europa. Mas a primeira mulher a receber apoio de um anestesiologista para o trabalho de parto foi a Rainha Vitória, na Inglaterra, no século 19.

De lá para cá, as técnicas evoluíram consideravelmente e a analgesia de parto é uma prática estabelecida para o alívio da dor. Os métodos atuais são bastante eficazes e seguros, tanto para a gestante quanto para o bebê. Podem auxiliar desde as contrações no trabalho de parto até o período expulsivo, quando da saída do bebê pelo canal vaginal.

É importante que os pais do futuro bebê sejam esclarecidos sobre as opções disponíveis para que possam tomar decisões e participar ativamente do processo, em conjunto com a equipe médica. O objetivo é tornar mais prazeroso esse momento único na vida do casal.

Tipos de anestesia para parto normal

O tipo de anestesia mais usado e mais indicado para o trabalho de parto é a anestesia regional ou espinhal. O anestésico faz o bloqueio das vias de dor e preserva as funções da mãe, como movimentos e a consciência.

A anestesia espinhal pode ser: peridural, raquianestesia ou combinada. São indicadas para todas as fases do trabalho de parto, não prejudicam a mãe nem o bebê, e permite à parturiente ter papel ativo no processo.

Vamos apresentar cada um desses tipos de anestesia.

Epidural ou peridural

É a mais usada para o parto vaginal. A punção é feita nas costas, com uma agulha, e é utilizada uma técnica com seringa especial para achar corretamente o espaço peridural. Nesse local é inserido um tubo muito fino, o cateter, injetado no espaço peridural, que é a parte mais externa do espaço espinhal.

Em geral, a punção pode ser feita no curto intervalo entre duas contrações, e o anestesiologista vai orientar você sobre todos os momentos até o término do procedimento.

Por meio desse cateter qual é aplicado o anestésico. A dose é baixa e, se necessária, é reaplicada durante o trabalho de parto. No momento da agulhada, pode ser usado um anestésico local para evitar o incômodo.

Cerca de 15 minutos após a aplicação, a parturiente deixa de sentir dores, porém, continua tendo as contrações. O efeito dura aproximadamente 3 horas e, caso necessário, uma nova dose pode ser aplicada após esse período.

Raquidiana ou raquianestesia

A raqui pode ser usada no parto normal, mas é usada principalmente no parto cesárea. A quantidade aplicada é menor e é feita em dose única. Porém, seu efeito é imediato, mais intenso e a duração é maior.

A raquianestesia não permite que seja feita uma nova dose de anestésico, pois não possibilita a utilização de cateteres. Caso o  bebê esteja quase nascendo, essa pode ser uma boa alternativa.

Combinada

A terceira possibilidade mais comum é o bloqueio combinado raqui-peridural, que usa os dois métodos. Esse método aproveita as vantagens de cada uma. É usado um cateter peridural, por meio do qual é possível aplicar novas doses de anestésicos e, em alguns casos, pode servir para a aplicação de anestesia para cesariana. Podem ser feitas duas punções ou apenas uma, com agulhas próprias.

Entre os benefícios dessa técnica, estão o rápido início da ação, a possibilidade de ser usado em todas as etapas do trabalho de parto – inclusive as iniciais – não limita os movimentos, agiliza a dilatação do colo do útero e reduz a necessidade de uso de instrumentos para o parto.

Analgesia de parto como fazer

O preparo para a analgesia deve ser bastante criterioso, com avaliação completa da gestante, desde o histórico de saúde até o pré-natal  e a evolução no trabalho de parto.

É recomendado que a parturiente tome apenas líquidos de coloração clara, como águas, sucos sem polpa, chás ou isotônicos. A gestante é monitorada o tempo todo durante a analgesia.

Durante a aplicação, a mulher fica com as costas encurvadas, seja deitada ou sentada, com o rosto abaixado e os joelhos dobrados.

É importante destacar que a primeira indicação da necessidade do uso da analgesia no trabalho de parto é o pedido da gestante. Só ela sabe o nível de tolerância à dor que ela sente. Além disso, é feita uma avaliação do obstetra quanto à dilatação e o bem-estar fetal.

O incentivo ao parto sem dor diminui a necessidade de realização de cesarianas e suas complicações. Além disso, promove a recuperação mais rápida da mãe e favorece o estreitamento do vínculo com o bebê, facilitando a amamentação.