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Amamentação e anestesia: existe risco para o bebê?

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A amamentação oferece uma série de benefícios para o bebê. Mas o que fazer se a mãe precisa passar por um procedimento cirúrgico que envolva anestesia? O aleitamento deve ser suspenso? É o que vamos esclarecer neste post.

A preocupação a respeito dos riscos da interação entre amamentação e anestesia é bastante comum.

Instituições como a American Association of Nurse Anesthetists (AANA) reconhecem que a maioria dos medicamentos anestésicos são seguros durante a amamentação. Geralmente, apenas 1 a 2% dessas substâncias efetivamente passam para o leite materno. Esse percentual não é suficiente para prejudicar o bebê.

Veja por que é importante a amamentação e descubra quais anestésicos são mais seguros.

Por que manter a amamentação

Amamentar pode ser bem desafiador para as mulheres. Além de possíveis dores físicas e emocionais dessa fase, nem sempre a sociedade apoia ou favorece o aleitamento materno.

Falta estrutura adequada nos ambientes públicos, existe o preconceito quanto à exposição do colo, chovem críticas e palpites de todo lado.

Cabe aos profissionais da saúde e a todos que convivem com a lactante estimular para que ela possa amamentar.

A amamentação é a melhor proteção natural para mãe e bebê. Entenda por que.

  • A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade e com alimentação complementar até os 2 anos ou mais;
  • O leite materno é um alimento completo, capaz de fornecer calorias e nutrientes na quantidade adequada para cada fase do bebê;
  • Ajuda na imunidade do bebê, que é bastante imatura;
  • Previne risco de obesidade na vida adulta;
  • Para a mãe, reduz risco de câncer de mama, ovário e osteoporose;
  • Excelente para a criação de vínculo entre mãe e bebê.

Organizações internacionais, como a Unicef, apoiam programas de incentivo ao aleitamento materno. Obstetras, pediatras, bancos de leite, consultoras de amamentação têm sido muito importantes para manter o aleitamento materno pelo tempo recomendado.

Pode amamentar depois da anestesia?

E se a lactante precisar se submeter a um procedimento cirúrgico?

É importante destacar que em 2020 foram feitas novas recomendações para orientação quanto a amamentação no período perioperatório. Esse termo na Medicina compreende o período entre o primeiro aviso ao paciente sobre a necessidade de cirurgia até a alta do hospital.

O que era recomendado?

Até pouco tempo atrás, era indicado que, após a anestesia, a mãe deveria retirar e descartar todo o leite. Só depois de esvaziar as mamas poderia amamentar novamente.

O problema é que esse processo levava até 24 horas, que é bastante tempo para um bebê.

O que mudou?

Foram revisados os riscos e os efeitos que as medicações anestésicas causam nos bebês amamentados logo depois de uma anestesia.

É fato que os anestésicos, especialmente os venosos, passam pelo leite materno. Mas como citamos no início deste texto, as quantidades encontradas são bem pequenas e não oferecem risco.

Quais as recomendações atuais para amamentação e anestesia

Atualmente, é recomendado que a mãe pode amamentar, mesmo após a anestesia. Não há a necessidade de esgotar a primeira mamada.

Assim que estiver acordada, consciente, sem náusea, sem dor, sem vômito, a mulher está apta a pegar o bebê e levar ao peito.

O que é preciso para tornar a amamentação segura após anestesia

A orientação é que a lactante esteja acompanhada de uma pessoa adulta nas primeiras 24 horas após a anestesia.

Isso é importante para que a mãe e o bebê possam ser observados e que sejam tomadas providências, caso precisem de ajuda. A lactante deve evitar pegar no sono enquanto amamenta.

Nesse sentido, a atenção maior deve ser dada aos bebês de até 6 semanas. É importante observar para que não tenham efeitos colaterais percebidos com medicações anestésicas.

Tipos de anestesias mais seguras para amamentação

Quanto às substâncias anestésicas, existem escolhas que podem ser feitas para minimizar os riscos de interferência na amamentação. Evita-se usar opioides, recomenda-se ter cautela na administração de benzodiazepínicos e a codeína é contraindicada.

Quanto aos tipos:

  • Regionais, como peridural ou raquianestesia

As medicações feitas na espinha não passam para o leite materno. A sedação feita na veia gera uma recuperação mais rápida para a mãe. Assim, a lactante consegue acordar mais rápido se comparada a uma anestesia geral.

  • Anestesia geral

Assim que estiver acordada e disposta, a lactante pode pegar o bebê e levar ao seio. O binômio mãe-bebê devem ser monitorados nesse período.

A anestesia no parto interfere na amamentação?

Existem procedimentos anestésicos para os principais tipos de parto: natural ou cesariana.

A maioria dos casos utiliza anestesias regionais – peridural ou raquianestesia – que são aplicadas na espinha. Nesse caso, o medicamento não se mistura ao leite materno.

Viu como é seguro? A amamentação deve ser estimulada nas primeiras horas depois do nascimento. É muito importante esse contato para estimular a descida do leite e estreitar o vínculo entre mãe e bebê.

>>  Assista esse vídeo produzido pela Dra. Luiza Rocha, anestesiologista do SAJ, para saber mais sobre as anestesias recomendadas depois do parto.

Esperamos que você tenha ficado com mais segurança sobre o tema amamentação e anestesia. Em caso de dúvidas, entre em contato com a gente.