5 dúvidas sobre anestesia em crianças

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Anestesia em crianças, veja como funciona

A anestesia em crianças é um assunto que gera muitas dúvidas, apesar de ser um procedimento bastante seguro. Afinal, quando recebemos a notícia de que vamos passar uma cirurgia, o sentimento, geralmente, é de apreensão. Isso fica ainda mais sensível quando se trata dos nossos pequenos. Mas a chave para superar essa sensação e encarar a situação de forma tranquila – pelo bem da saúde – é ter informação! 

O anestesista é o médico responsável por manter a vida e o equilíbrio do organismo durante uma cirurgia, principalmente aliviando a dor e mantendo o paciente confortável frente a procedimentos doloridos. É um importante aliado e pode ajudar bastante às famílias a lidarem com o procedimento. 

Existem variadas técnicas usadas para ajudar a superar o medo da anestesia em crianças. Os pais ou responsáveis têm papel fundamental nesse processo, junto com a equipe médica que vai cuidar do paciente. 

É sobre isso que vamos falar neste post. Listamos as principais dúvidas a respeito da anestesia em crianças para que sua família possa atravessar esse momento de forma leve e segura. Vamos lá?

Anestesia em crianças: o que você precisa saber

As principais dúvidas relacionadas à anestesia em crianças estão relacionadas aos riscos, aos procedimentos e a preparação da criança. Acompanhe:

1. Por que é necessária a anestesia em crianças

A anestesia em crianças pode ser necessária em situações como:

No caso dos exames que precisam de anestesia geral, ela é feita de modo a promover a recuperação mais rápida possível, com o mínimo de efeitos adversos e que permitam a alta no mesmo dia. 

A maioria das crianças não consegue permanecer imóvel por muito tempo, a não ser que estejam dormindo. A anestesia é usada para adormecer ou manter a criança relaxada durante o procedimento. A duração fica entre 1 e 2 horas e o processo pode ser desagradável, pois a máquina gera ruídos e a criança passa por um ambiente estreito. 

2. A anestesia é segura para bebês e crianças?

Sim, com os avanços da anestesiologia pediátrica, tornou-se possível e cada vez mais seguro realizar procedimentos que salvam vidas e melhoram a saúde das crianças. Com o avanço da tecnologia, dos monitores e das medicações, a anestesia está muito mais segura, com menos efeitos colaterais. 

Qualquer procedimento invasivo envolve riscos, que variam conforme a magnitude da cirurgia, a condição de saúde do paciente e doenças associadas. Por isso é tão importante a avaliação pré-anestésica, para que sejam minimizados os riscos e os cuidados sejam planejados de forma individualizada. 

Outros possíveis riscos estão relacionados à condição do paciente. O ideal é que não tenham infecções, principalmente nas vias aéreas, pois podem aumentar o risco de complicações. É essencial que seja feito o preparo correto para o procedimento, como o jejum, para evitar a aspiração do conteúdo gástrico. As alergias são bem mais raras e, se houver alguma reação alérgica não conhecida, o anestesista está preparado para detectar e tratar essas reações.

3. O que devo fazer se meu filho precisar de anestesia?

O primeiro passo é agendar uma consulta com o anestesiologista. É o momento de tirar todas as suas dúvidas, entender o procedimento e as explicações do porquê ele é necessário. Vale levar a criança junto, para que ela tome consciência do que será realizado, quando a idade permitir, e para que ela seja examinada e avaliada pelo anestesista.

É muito importante que os pais, cuidadores ou responsáveis pela criança fiquem tranquilos para que passem essa sensação para os pequenos. Reconheça que o uso de sedativos e anestésicos são necessários para o bem da criança e confie na equipe que vai atendê-la. 

Se o pai ou a mãe demonstrar insegurança, chorar ou parecer assustado, a criança ficará ainda mais preocupada, num ambiente diferente, que ela não conhece, com pessoas vestidas de forma estranha, usando máscaras e toucas. Fique tranquilo e passe isso para a criança.

4. Como é feita a anestesia?

A anestesia pode ser feita por:

Medicação endovenosa: aplicada por meio de seringa e agulha, quando a criança permite, é a forma mais suave e efetiva de indução do sono. Geralmente, se pega uma veia com agulha própria para a idade da criança. Para isso, é escolhido um local em que a veia seja mais visível e menos dolorosa. Depois que a veia é puncionada, fica apenas um plástico, para que a criança não se machuque se mexer o bracinho, por exemplo. 

Indução inalatória: usa-se máscara de oxigênio mais o gás anestésico. A criança respira nessa máscara e vai adormecendo. Pode ser que ela fique muito agitada pouco antes de ficar anestesiada, é uma reação comum e esperada. É o que as pessoas conhecem como “cheirinho”. Não se assuste: a máscara tem de ficar bem acoplada ao rosto da criança, de maneira que ela respire a quantidade adequada de anestésico e oxigênio. A criança fica sendo monitorada por um oxímetro de pulso – um aparelho com uma luzinha que lê a quantidade de oxigênio do sangue – o que torna o procedimento bastante seguro e não permite o “sufocamento”. 

Quando a criança chega à sala de anestesia, pode ser utilizada uma medicação pré-anestésica para gerar tranquilidade, sono e redução da ansiedade. A administração pode ser feita via oral (tipo um xarope ou comprimido), via nasal, etc. A decisão é feita com base na avaliação do anestesista, de acordo com o tipo da cirurgia e a condição clínica do paciente. 

Em crianças bem pequenas, que não tolerem ou que seja muito traumática a picada da agulha, geralmente é usada a indução inalatória antes do método intravenoso, para que ela adormeça antes. Caso seja necessária mais que uma picada, ela não sentirá dor. 

5. Como preparar a criança para a anestesia?

Explique para a criança o que será realizado, a importância disso e como ela deve se comportar, de forma lúdica e didática. Evite minimizar a situação, dizendo que não vai doer, pois ela pode perder a confiança em você. Explique que é importante para a saúde dela e valorize a coragem por encarar essa etapa. Procure ficar tranquilo e não demonstrar apreensão na frente da criança.

Vale mostrar vídeos educativos, fazer brincadeiras de médico com os bichos de pelúcia ou bonecos, ler livros infantis que tratam do assunto. 

No caso de bebês, use os recursos disponíveis: faça carinho, cante, conte histórias. Se tiver objetos de que gostam mais – como ursinhos, paninhos ou chupetas – deixe o bebê ficar com eles. 

Nos momentos antes e após a anestesia, é importante que alguém da confiança da criança esteja junto, para que ela não sinta medo ao adormecer e acordar em meio a estranhos. Algumas crianças acordam bem agitadas, chorosas e confusas. É importante que ela seja acolhida para não se sentir sozinha nem desamparada. Caso a criança acorde agitada ou fique bastante sonolenta após a anestesia, não se preocupe, é absolutamente normal.

Quanto ao preparo físico, o ideal é fazer um jejum orientado pelo médico anestesiologista. Siga as recomendações para evitar riscos.

Gostou das informações? Esperamos ter tirado suas principais dúvida sobre anestesia em crianças. Se tiver outras, entre em contato com a gente.