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A arte da anestesia: consciente e inconsciente

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a arte da anestesia - SAJ Joinville

A anestesia pode ser considerada uma arte na área médica. Isso porque exige muita técnica, prática e estudos aprofundados, mas também conta com o feeling e a expertise do anestesista.

Dá para comparar com a famosa proporção de 90% de transpiração e 10% de inspiração. Tirar a dor, fazer adormecer e esquecer o que se passou, enquanto os médicos fazem procedimentos no seu corpo, é tão corriqueiro que poucos param para refletir sobre a complexidade dessa função.

Já pensou o que seria das cirurgias sem a existência da anestesia? Dói só de pensar, não? Para quem é leigo, o mecanismo da anestesia parece mágica. Mas é importante entender seu funcionamento para tomar decisões conscientes junto à equipe médica.

A arte de decidir qual anestesia utilizar

A melhor anestesia é aquela que traz conforto e segurança para o paciente, além de oferecer as condições adequadas para o cirurgião fazer seu trabalho.

Existem, basicamente, três tipos de anestesia: local, regional e geral. São usados medicamentos que afetam a sensação de dor. Além dessas técnicas, o anestesista também pode usar a sedação, que age no nível de consciência do paciente.

Todos eles são bastante seguros. No entanto, cada uma das opções tem suas características, benefícios, efeitos colaterais e riscos envolvidos.

A arte de decidir sobre qual anestesia utilizar envolve três pilares:

  • A vontade do paciente;
  • A experiência do cirurgião e do anestesista com o tipo de anestesia;
  • A segurança geral do paciente com o procedimento.

Além desses fatores, também são consideradas as características do paciente, seus medos, seu nível de estresse e possíveis doenças presentes.

O que é melhor: ficar consciente ou inconsciente?

A resposta é: depende. Há vários fatores a se considerar, desde o tipo e a extensão da cirurgia até a experiência da pessoa em relação ao procedimento. A cesárea é completamente diferente da cirurgia torácica ou da ortopédica, por exemplo.

Tem pacientes que, teoricamente, estão aptos para fazer um bloqueio regional para uma determinada cirurgia. Mas por serem pessoas extremamente ansiosas, optam pela anestesia geral, que dá total inconsciência. Só acordam quando está tudo terminado.

Por outro lado, existem procedimentos que exigem a colaboração do paciente: seja para respirar fundo ou olhar fixamente em uma luz. São situações em que é preciso ficar consciente, com uma sedação leve e, principalmente, sem dor.

Seja qual for o tipo de anestesia, é possível fazer a sedação moderada ou profunda, que deixa a pessoa sonolenta, adormecida. Além disso, aproveita a vantagem da amnésia, ou seja, não se lembra do que aconteceu naquele período.

Esse é o diferencial. O anestesista tem que se adequar e buscar oferecer o que tem de melhor, respeitando os desejos de quem será anestesiado.

Os detalhes sobre a anestesia são definidos na avaliação pré-anestésica e nos momentos anteriores à cirurgia.

O anestesista explica os riscos e os benefícios de cada técnica, caso haja mais de uma opção.

A arte de definir a dosagem correta de anestésicos

A dose exata da anestesia é calculada de acordo com:

  • Peso do paciente,
  • Altura,
  • Massa magra,
  • Estado de saúde,
  • Interação com medicamentos de uso contínuo,
  • Interação com outros anestésicos previstos para a cirurgia.

Além disso, são consideradas as doenças prévias, o tipo de procedimento e o quão doloroso é. O anestesista também leva em consideração sua própria experiência com determinado tipo de substância.

Somente depois de avaliar todos esses fatores, é escolhida qual anestesia, quais medicações e que doses usar.

A escolha tem muito do feeling e da experiência do médico anestesista. A formação específica na área é muito extensa e bastante técnica. Sua evolução é constante e se baseia em estudos clínicos e pesquisas.

Mas tem a parte da “magia”, de sentir o que está ocorrendo, observar a reação do paciente a cada intervenção. Começa com doses menores até atingir o efeito adequado. Claro que os monitores de sinais vitais ajudam a guiar os médicos. Mas a experiência conta muito. E essa experiência é adquirida de maneira intensiva durante a residência médica, na qual o residente passa muito tempo no centro cirúrgico, é treinado para as mais diversas condições adversas, e realiza um número muito extenso de procedimentos, dos mais variados, dos mais simples aos mais complexos. Sempre supervisionado por um anestesista formado, mas nessa hora que o futuro anestesista aprende a tomada de conduta, e as nuances dessa especialidade tão incrivel. Além desses 3 anos de treinamento, costuma-se dizer que o médico nunca deixa de estudar, se especializar e aprender.

O segredo para a anestesia ideal

O grande diferencial para uma boa experiência com a anestesia é a franqueza e a conexão entre paciente e anestesista.

Somente numa relação de confiança é possível determinar qual a melhor opção de anestesia para você em um procedimento específico.

Quando existe essa empatia, mesmo que tenha efeitos colaterais, o paciente fica tranquilo pois participou da decisão de forma esclarecida. Por exemplo: você pode optar pela anestesia geral, mesmo sabendo que a incidência de náuseas é maior após essa técnica. E tudo bem, é uma escolha consciente.

Ao saber das vantagens e desvantagens de cada técnica, quando existe a opção, você tem uma melhor experiência com a sua cirurgia.

Esperamos que tenha gostado deste conteúdo! Em caso de dúvidas, entre em contato ou agende um horário.

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